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Espondilite anquilosante acomete mais a população jovem

Espondilite anquilosante acomete mais a população jovem

Doença deve ser diagnosticada precocemente para que não cause danos permanentes. Apesar de não ter cura, com o tratamento certo pode dar mais qualidade de vida aos pacientes. É mais comum em homens e em negros

A população idosa não é a única que sofre com dores nas costas. A cada dia, as dores lombares tornam-se mais frequentes em indivíduos jovens.

Dados da Organização Mundial de Saúde demonstram que cerca de 80% da população adulta, sofre, já sofreu ou ainda terá problemas relacionados à coluna.

Uma preocupação dos médicos tem sido a espondilite anquilosante, que ataca geralmente pessoas de 15 a 40 anos, sendo ainda mais frequente em homens, numa proporção de 3 a 5 vezes maior.

“A doença é inflamatória e apresenta sinais extremamente dolorosos desde a coluna vertebral até as grandes articulações, podendo provocar limitação dos movimentos e invalidez”, explica o anestesiologista Dr. Geraldo Carvalhaes.

O Diretor da Clínica de Dor tem realizado um tratamento inovador à base de terapia bioxidativa e conquistado resultados satisfatórios.

Esse é o caso do eletricista André Luiz Ferreira, de 45 anos, que sofria com a espondilite anquilosante desde os 30 anos de idade.

Com dores que começavam na coluna cervical, descia para os quadris e chegavam até as pernas, André se viu cada vez mais limitado nos seus movimentos.

“Eu andava me arrastando, comecei a curvar meu corpo para frente. Sentia dores ao andar, agachar e ao praticar qualquer tipo de atividade rotineira. Até para tomar banho tinha que ter o auxílio da minha esposa”, lembra.

O eletricista também tinha muita dificuldade para dormir. “Eu ficava feito um zumbi, sentado a noite toda vendo TV. Era um desespero”. Depois de passar por médicos de Congonhas e de Belo Horizonte, André chegou até a clínica de dor.

O tratamento do eletricista foi considerado um sucesso. Segundo Carvalhaes, foi utilizado o EDTA (Ácido Dietil Amino Capróico) injetado na veia juntamente com sessões de infiltração de terapia bioxidativa (à base de ozônio) e ondansetrona.

Ele explica que o ozônio é antiinflamatório e faz a regeneração dos tecidos no local afetado. Em geral são necessários de 5 a 10 sessões.

Depois das 10 sessões, André começou a se sentir mais aliviado. “Após um mês comecei a melhorar. Eu voltei a subir escadas, a dirigir. Ganhei mais qualidade de vida. Sei que minha doença é incurável, mas agora ela é muito mais tolerável. Eu até voltei a sorrir”, comemora André.

O eletricista, que mora em Congonhas, a 70 Km de BH, vem até a capital mineira de seis em seis meses para continuar o tratamento. Além disso, ele faz sessões de fisioterapia.

De origem desconhecida, a espondilite anquilosante, não tem cura, mas com o tratamento certo pode aliviar a dor sentida pelo paciente, explica Carvalhaes.

A hipótese mais provável de causa está relacionada a um marcador genético comum (antígeno HLA-B27), que está presente na maioria dos indivíduos afetados, tornando essas pessoas mais predispostas a ter a doença. Esse antígeno, no entanto, é mais encontrado em jovens e incomum em negros. Talvez por isso que a doença seja raramente apresentada na população de etnia negra.

Segundo Carvalhaes, a Espondilite é uma doença reumática crônica extremamente limitante e pode ser confundida com doenças comuns da coluna, tais como dores posturais, traumáticas ou psicossomáticas. Por isso, muitas vezes, o diagnóstico é feito tardiamente.

Para se diagnosticar a doença é necessário a realização de Raio X e exame de sangue para pesquisa dos níveis de HLA-B27.

Entretanto, para ser caracterizado como a doença, o indivíduo deve apresentar sintomas como: dor lombar com mais de três meses de duração, não aliviada com o repouso; dor e rigidez na região torácica; limitação da expansibilidade torácica; limitação de movimento da coluna lombar; evidência de irite (inflamação da íris) ou suas sequelas; sacroileite bilateral (inflamação da junção sacroilíaca).

Carvalhaes alerta que a doença inflamatória deve ser tratada o quanto antes. Apesar de atacar mais articulações, especialmente os quadris e os ombros, ela pode ocasionalmente causar inflamação dos olhos, caixa toráxica, coração e pulmões.

Se não for tratada a tempo pode causar danos permanentes. “É fundamental o tratamento precoce da espondilite, a fim de controlar o processo inflamatório e suas limitações, que além da mobilidade podem influir na qualidade respiratória”, conclui.

Fonte: Aquidauana News

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