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Parkinson: a Alimentação como aliada – parte 1

Quando falamos em doenças, logo nos focamos aos pontos em que elas se manifestam e nos esquecemos que nosso corpo é composto de vários sistemas que integarem entre si.  Para que você compreenda melhor a mensagem que queremos passar, mostraremos como uma mesma patologia pode e deve ser tratada por várias áreas da saúde. Cada uma com sua especialidade trabalhando em conjunto na melhoria do quadro clínico de um mesmo paciente!

Hoje você conhecerá como a nutrição adequada pode contribuir para a melhoria de um quadro clínico visando uma melhor qualidade de vida de um portador de uma doença degenerativa.

Faça seu comentário. Tire suas dúvidas!

Boa leitura!


Doença de Parkinson
e sua nutrição

1) O portador da doença tem que tipo de “alteração”  do sistema digestório?

Devido ao deficiente controle sobre os músculos, há interferencia decisiva nos atos motores básicos nas atividades que requerem a conjugação  destes como a alimentação. À medida que a doença evolui, o paciente vai se tornando mais lento e mais enrijecido.A rigidez das extremidades e o controle da posição da cabeça e do tronco podem interferir com a capacidade do paciente de cuidar de si, inclusive quanto à alimentação, O ato de se alimentar torna-se mais lento e os movimentos simultâneos, tais como, aqueles necessários para manusear os talheres, mostram-se difíceis. Esses sintomas levam muitas vezes o parkinsoniano a um grau considerável de dependência em relação a seus familiares. Além desses, o paciente apresenta também dificuldade de deglutição, da motricidade gástrica e esofagiana, constipação intestinal, problemas vasomotores, da regulação arterial, edemas, dificuldade de regulação da temperatura corporal, perturbações do sono e perda de peso.

2) O que isso influencia na alimentação?

Para que haja a alimentação (desde a mastigação, deglutição, movimentos de peristalse, absorção de nutrientes e eliminação do bolo fecal),  é necessário o funcionamento adequado dos musculos que envolvem todo o processo de digestão que nos parkinsonianos esta debilitado, deste modo é comum os pacientes terem algum grau de anorexia e ou depleção física.

3) O profissional de nutrição é capaz de diagnosticar a doença?

Os Nutricionistas, assim como os demais  profissionais da saúde, podem participar da hipótese diagnóstica, quando na anamnese (Pesquisa dos habitos de vida do paciente) nota- se fatores e características que podem indicar a evolução para a doença, como:

Sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia, depressão sem motivos aparentes, lapsos de memória, dificuldades de concentração, irritabilidade, dores musculares principalmente na região lombar, pequenos tremores que acometem primeiramente um dos lados docorpo. Porém, é importante ressaltar, que na maioria das vezes os familiares e amigos com quem convive o paciente é que perecebe essas altyerações que são muito sutis no início.

Caso o profissional da saúde note esses sintomas interligados a outros que estão acontecendo sem motivo aparente, deve-se encaminhar a um Neurologista para uma melhor avaliação.

4) De que forma a alimentação pode ajudar?. Existem alimentos indicados e proibidos?

Dependendo da fase da doença, da dose do medicamento ou da etapa do tratamento, podem-se observar alguns sintomas que dificultam uma alimentação adequada, fazendo com que o estado nutricional do parkinsoniano fique prejudicado, necessitando de intervenção de um profissional de nutrição e ajuda de outros profissionais e da família.

Tanto a qualidade quanto a quantidade dos alimentos ingeridos devem ser avaliadas, pois a combinação dos dois fatores pode trazer benefícios específicos. Sexo, altura, atividade física, estado nutricional, existência ou não de outras doenças e dificuldades físicas ou mentais influenciam direta ou indiretamente na dieta.

O profissional de nutrição deve levar em consideração o uso das medicações do paciente para que seja evitado uma interação negativa entre droga e nutriente.

Alguns estudos têm mostrado os benefícios de uma dieta com menor quantidade de proteína e o consumo da mesma em horários mais distanciados do uso da levodopa (droga normalmente utilizada pelos pacientes). O que acontece é que, tanto no intestino quanto no cérebro, a proteína e a levodopa são absorvidas no mesmo local e ao mesmo tempo. Só podemos, porém, absorver uma de cada vez. Se estas duas estão juntas, uma prejudica a outra. Elas entram em competição e quem sai perdendo é geralmente a levodopa, que acaba não produzindo o efeito terapêutico desejado.

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